O ministro da Previdência Social, José Pimentel, reuinu-se nesta sexta-feira (6), no Centro Cultural Banco do Brasil, com o chefe de gabinete da Previdência, Gilberto Carvalho e com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, para definir um caminho político alternativo de reajuste do valor dos benefícios previdenciários de valores acima do salário mínimo.
Era previsto uma reunião de Pimentel com Lula hoje, que foi adiada para segunda-feira (9), segundo uma fonte do governo. A ideia é tentar encontrar uma saída para evitar a aprovação de projeto que tramita na Câmara e que prevê o reajuste pelo mesmo índice de correção do salário mínimo.
A ideia, segundo fonte do governo, é manter o acordo firmado em agosto com a CUT e a Força Sindical, que acabou sendo rejeitado pelas pequenas centrais. Por esse acordo, os benefícios da previdência com valor acima de um salário mínimo seriam corrigidos em 2010 por uma fórmula que combinaria a inflação de 2009, acrescida da metade do crescimento do PIB em 2008.
E para 2011, a fórmula de reajuste seria a correção pela inflação prevista para 2010, acrescida da metade do crescimento do PIB de 2009. O governo conseguiu barrar a votação da proposta na Câmara, na última quarta-feira. Como era o segundo item da pauta, a votação do projeto foi adiada, porque dependia da apreciação da Medida Provisória 466, que trata de energia elétrica nos sistemas isolados.
Para a próxima semana, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pretende dar prioridade à votação das propostas que regulamentam a exploração do petróleo na camada pré-sal, adiando assim, mais uma vez, a discussão do reajuste das aposentadorias e pensões de valores acima do mínimo.