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Notícia da edição impressa de 04/11/2009

Empresas começam a vender serviços pelo telefone celular
Clientes do McDonald’s podem fazer pedidos em sistema adaptado para aparelhos móveis

Patricia Knebel

Os clientes do McDonald's já podem usar os seus telefones celulares para, com apenas alguns toques na tela, fazer o pedido de uma refeição. A tradicional rede de restaurantes preparou o seu sistema, que funciona através da internet tradicional, para os pedidos de tele-entrega feitos através de celulares touch screen. Cerca de 136 restaurantes no Brasil oferecem esse serviço.

No site da companhia, os clientes entram em uma tela customizada e têm acesso às mesmas opções disponíveis nos pedidos via internet ou telefone. "Deixamos a nossa plataforma mais amigável para facilitar os pedidos", explica o gerente de desenvolvimento de mercado do McDonald's Brasil, Vlamir Anjos.

Assim como o McDonald's, outras empresas começam a se movimentar para vender serviços através de meios móveis. A ideia é aproveitar a grande massa de usuários desses serviços e as melhorias promovidas na infraestrutura de transmissão de dados das operadoras nos últimos anos.

Outro forte componente é o glamour despertado pelo lançamento de aparelhos mais sofisticados, como o iPhone.
Para o diretor-presidente da Criterium, Ricardo Piccoli, o celular lançado pela Apple não trouxe nada de novo em termos de funcionalidades. Mas quebrou um paradigma ao disponibilizar uma tela sensível ao toque. "Isso foi uma verdadeira revolução no segmento de smartphones porque facilitou o uso das pessoas", comenta. No modelo do McDonald's, a tecnologia touch screen é a grande vedete do serviço lançado.

O setor financeiro foi um dos primeiros a disponibilizar serviços em plataformas mobile. No entanto, as tentativas ainda estão restritas a algumas iniciativas de experimentação. O fato cultural ainda pesa, e isso não acontece apenas no Brasil. As pessoas não têm o hábito de usar o aparelho móvel para comprar serviços, com exceção dos ringtones e games.

Como consequência disso, nesse primeiro momento, as iniciativas revelam mais um interesse das empresas de comunicarem aos seus clientes que estão atentas para as novas tecnologias do que uma expectativa de ganhar dinheiro. "Ainda não existe uma massa de consumidores comprando pelo celular, mas devemos alcançar isso na medida em que os aparelhos se tornarem mais acessíveis e a banda larga for uma realidade", aposta o presidente da Criterium. A empresa é especializada no desenvolvimento de soluções em tecnologias móveis para o mercado corporativo.

Dentro dessa perspectiva, saem na frente as empresas que conseguem oferecer serviços que agreguem valor ao dia-a-dia das pessoas. Em Portugal, por exemplo, os usuários podem ser avisados através do celular sempre que o seu ônibus estiver próximo. Depois de feito o cadastro, o serviço de transporte público local calcula o itinerário e envia as informações. "Os serviços móveis vão evoluir muito na prestação de serviços e acompanhamento de pedidos", projeta.


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