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Notícia da edição impressa de 30/10/2009

L200 Triton: robustez flexibilizada

Com 3.5 litros e 24 válvulas, o propulsor rende 200 cv com gasolina e 205 cv com álcool Fábio Bustamante/Divulgação/JC

Com 3.5 litros e 24 válvulas, o propulsor rende 200 cv com gasolina e 205 cv com álcool Foto: Fábio Bustamante/Divulgação/JC

A Mitsubishi L200 Triton é a segunda picape de porte médio do País a utilizar motor bicombustível, no caso, um V6.

Até agora, o único modelo dessa categoria no mercado brasileiro a contar com a tecnologia Flex era a Chevrolet S10. A Mitsubishi, que já havia tornado bicombustíveis os utilitários-esportivos Pajero TR4 e Pajero Sport, faz o mesmo com sua picape cabine dupla L200 Triton 2010 e encerra com esse “monopólio” da General Motors.

O novo motor V6 Flex, de 3.5 litros e 24 válvulas, com comando de válvulas no cabeçote, desenvolve 200 cavalos de potência a 5.000 rpm e torque de 306,4 Nm a 3.500 giros quando utiliza gasolina. Abastecido de álcool, o propulsor gera 205 cv a 4.800 rpm e torque de 316,5 Nm a 3.500 giros.

Para funcionar também com etanol, o V6 passou por modificações nas suas partes internas, especialmente nos pistões, anéis e sede de válvulas. Todas as partes que entram em contato com o álcool, como bicos injetores, galerias de combustível e corpo de borboleta, receberam tratamento especial para resistir ao maior poder de corrosão do etanol.

Já o tanque de combustível da L200 Triton Flex é totalmente novo. Feito em material plástico de alta resistência, impede a deterioração pela ação corrosiva do álcool. A Mitsubishi aproveitou o ensejo e aumentou a capacidade do reservatório, de 75 para 90 litros, já que o consumo com etanol é maior.

As linhas de combustível também são de material plástico e o bocal de abastecimento recebeu tratamento à base de níquel. A picape também dispõe de sistema de partida a frio para as regiões com baixas temperaturas.

Proveniente de uma moderna família de propulsores, o V6 Flex da Mitsubishi opera silenciosamente e sem vibrações. Visando a manter essa harmonia, a fabricante instalou uma central eletrônica desenvolvida especificamente para suprir as necessidades da tecnologia bicombustível.

Para que o desempenho da L200 Triton Flex permanecesse ágil, sua transmissão automática de quatro velocidades agregou uma central eletrônica (ECU) com capacidade de reagir rapidamente às mudanças de combustível. Concebida para controlar o funcionamento da transmissão, o dispositivo, porém, troca informações com a unidade de comando do motor, para viabilizar ajustes de funcionamento.

Assim que a central eletrônica do propulsor detecta a mudança de combustível, transmite esses novos parâmetros de funcionamento para a ECU da transmissão, que instantaneamente valida um novo padrão de giros para as mudanças de marchas. Desse modo, a L200 Triton Flex consegue um aproveitamento otimizado da transmissão, independentemente da mistura de combustível usada.

A exemplo das versões a diesel, a L200 Triton Flex possui sistema de tração integral, que permite três modos distintos de atuação: 4x2 (tração traseira), recomendado para uso urbano/rodoviário por ser mais econômico e silencioso; 4x4, ideal para terrenos de baixa aderência, como terra, areia, cascalho, lama etc.; e 4x4 com reduzida; indicado para situações que exigem torque máximo, como transposição de obstáculos, tarefa facilitada pelo diferencial traseiro de escorregamento limitado (LSD), que transfere automaticamente a tração para a roda que necessita de força.

A L200 Triton Flex 2010 também ganhou painel com novo grafismo. O modelo custa a partir de R$ 99.900,00 - R$ 3.330,00 mais barato do que a versão anterior a gasolina, que deixou de ser comercializada pela Mitsubishi.

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